ESTRADA PARA A PERDIÇÃO : 29

CAPÍTULO 14 - O CAMINHO AVVAR - parte 1


9:30. Inverno. Após a assombrosa visão e de completarem o descanso da melhor forma possível (mas nunca o suficiente) seguiram Abur pelas frias e sombrias ruas de Ilsen Thaig. Os últimos quarteirões estavam cobertos de gelo e neve e quando encontraram a saída a luz branca os ofuscou. Mas finalmente estavam ao ar livre.

Hasz tomou a dianteira, sendo que o ambiente lhe era familiar e só ele conhecia o destino. O frio era extremo e o pregresso foi lento devido à neve acumulada e ao vento forte. No entardecer procuraram abrigo com pouco sucesso e prepararam um acampamento cavando na neve. A noite foi impiedosa mas superaram-na.
Prosseguiram, sempre com Hasz como batedor para verificar se o caminho era confiável para a carroça e os animais. Em determinado momento, enquanto passavam por um trecho estreito ladeado por um paredão de gelo de um lado e por penhasco do outro, Eldrwin notou algo estranho no alto desse paredão.

Não sabia o que era, mas correu do grupo até Hasz que estava uns 200 metros à frente e com o amigo tentou identificar qual era o problema. A luz branca do rosto não ajudava mas, quando um imenso pedaço de gelo se desprendeu no alto do paredão e caiu em sua direção, o elfo foi capaz de perceber antes de qualquer um que na verdade a mancha branca em queda era na verdade um dragão branco.

Eldrwin atirou algumas flechas sobre o dragão branco que por sua vez deu um rasante sobre os dois cuspindo um bafo de gelo e então deu a volta no paredão para atacar novamente. O restante do grupo começou a correr na direção dos dois amigos que, por ora, estavam sozinhos.

O dragão deu alguns rasantes antes de pousar e engajar com os dois guardiões no corpo a corpo. Ele era capaz muito dano em pouco tempo com suas garras e poderosa mandíbula, mas Hasz e Eldrwin se mantiveram vivos. Quando o restante do grupo chegou na batalha a balança pendeu para o lado dos guardiões e o dragão voltou à voar soltando um poderoso rugido que fez com que todos tremessem e Hazel e Eldrwin fugissem.

No entanto, enquanto se deixava cair nas nuvens abaixo Esth saltou sobre suas costas e ambos partiram juntos. O dragão percebeu e continuou descendo quase verticalmente e girou o corpo até o guardião cinzento finalmente não conseguir mais s segurar e simplesmente cair. O dragão não voltou para confrontar o grupo, mas seu potente rugido provocou uma avalanche. Abur Hasz e Kimberly conseguiram de se manterem firmes, embora o anão tenha sido soterrado. Eldrwin foi levado pela neve mas conseguiu segurar-se no cajado de Kimberly e, co muito esforço, não ser levado para o abismo abaixo. Hazel juntamente com dois cavalos e o cachorro do elfo foram levados e caíram do penhasco.

O grupo levou mais de duas horas para se recompor e conseguir sair do meio da neve e não conseguiam perceber a presença dos companheiros levados pela avalanche. Depois de progredirem bem pouco na viagem durante o restante do dia, acamparam novamente. Hasz (e somente ele) podia ver pelo caminho sinais da presença de seu povo. Do acampamento, à noite, podiam ver as luzes do que era o Forte da Pedra do Dragão, lar de Hasz, e destino do grupo.

Com muita dor no corpo que convulsionava de febre descontroladamente Esth foi aos poucos despertando. Seus sentidos voltaram gradualmente e sua consciência, igualmente. Quando teve condições percebeu que estava em um lugar fechado, nú, sob cobertas, e próximo à uma fogueira. Alguns metros dele pôde perceber Hazel, inconsciente, em uma situação similar. E, por fim, quando sua mente deu mais um passo em direção à lucidez, pôde discernir o vulto de uma pessoa no quarto, a vigiá-los.

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