OLHO DA TEMPESTADE : 5
CAPÍTULO 4: A GRANDE CAÇADA - parte 2
9:30. Primavera. O grupo seguiu cautelosamente em direção à ruína. Todos apreensivos e soturnos. Chegaram então em um muro que, com ajuda de Arsul, Landon escalou. Lá de cima ele pôde avistar um amplo terreno com fileiras de estátuas e alguns bancos de pedra que estavam há muito cobertos de limo, trepadeira e mato. No centro, bem à frente, uma construção com o teto parcialmente desmoronado lançava sombras agourentas.
Lá dentro o grupo começou a andar por entre as estátuas, lentamente, em direção à construção. Arsul e os avvar na frente, os magos atrás. Rael ficou do lado de fora vigiando a possível aproximação de novos darkspawns. Seguiram alguns metros entre as estátuas sombrias, rachadas e cobertas de limo e trepadeiras quando todos escutaram diversos guinchos não humanos vindo de direções diferentes que fizeram Landon e Shing sentirem o sangue gelar em suas veias e a coragem vacilar.
Os dois magos avistaram então as sombras se movendo próximos aos seus colegas e na direção deles, mas antes de poderem alertarem-nos, foram eles mesmos atacados por figuras esguias, encapuzadas e mascaradas que portavam uns manoplas, outros braceletes, de onde se projetavam lâminas.
Enquanto Rael enfrentava seus próprios problemas do lado de fora, Arsul, os avvar, Landon e Shing enfrentavam as criaturas que berravam como banshees e atacavam sem hesitação. Em determinado momento Shing acertou uma delas no rosto derrubando sua máscara, o que revelou um rosto élfico com a característica deformação que da corrupção darkspawn. Landon usou sua magia para se por em segurança sobre uma parte ainda de pé do teto da ruína e de lá lançar suas magias sobre os inimigos enquanto os demais permaneceram em terra.
O combate estava violento e o grupo se sobressaía sobre seus inimigos quando Landon percebeu, parcamente, uma movimentação na escuridão atrás de si e conseguiu se desvencilhar por pouco da bocarra reptiliana que se projetava para fora da construção tentando abocanhá-lo. Enquanto Landon se punha em segurança no chão usando sua magia para levitá-lo um wyvern se projetou para fora do teto da ruína usando suas patas dianteiras e saltou para o ar, voando sobre suas novas presas.
Shing se escondeu atrás de uma estátua, aguardando por uma oportunidade de atacar sem ser detectado e Arsul junto dos avvar se deslocaram atrás do monstro. Ele deu a volta no ar e pousou sobre o trio de guerreiros e engajou no combate contra eles, abocanhando-os, rasgando suas armaduras e carnes com suas garras e cuspindo veneno e eles por sua vez atacavam a criatura com toda fúria que tinham fazendo seus músculos arderem com o esforço. Enquanto isso Shing lançava magias de seu esconderijo e Landon bebia poções de mana e curava os companheiros antes que tombassem.
Quando a criatura estava ferida demais ela girou derrubando os três guerreiros com sua cauda e saltou para o ar indo na direção oposta. Vendo Landon no caminho ela investiu contra ele abocanhando-o e rasgando sua carne com as garras. Nisso os demais se puseram de pé e partiram para o ataque novamente. Por fim, depois de Arsul partir uma de suas patas traseiras fazendo a criatura perder o apoio e cair sobre a barriga contra o chão, um dos avvar subiu em suas costas e atravessou seu pescoço com sua espada, matando-a. O fim da criatura porém não deu fim ao combate para os três guerreiros cobertos com o sangue da criatura e em frenesi que continuaram atacando-a por um tempo antes de se acalmarem.
Depois de terminarem com a wyvern o grupo parou para descansar, principalmente Arsul que se sentia embriagado e exausto. Rael apareceu ostentando os ferimentos da própria batalha que travou do lado de fora. Arsul observava os avvar que abriam o peito da criatura, arrancavam seu coração e o depositavam em uma sacola de couro previamente preparada para, segundo eles, levar para seu xamã que iria purificá-lo da corrupção.
Enquanto isso Landon e Shing se aventuravam explorando a ruína. Escalaram uma pilha de escombros e avistaram alguns metros abaixo um pedaço da escada que descia.Chegaram em um amplo salão que estava coberto de escombros do primeiro andar com quatro passagens. Acenderam uma tocha e escolheram uma das passagens.
Na primeira eles entraram em um corredor que deram para dois quartos luxuosos onde encontraram um espelho elfico com alguma propriedade mágica e algumas joias nos restos mortais de alguém. E encontraram também um alojamento repleto de restos de corpos desmembrados.
Na segunda passagem encontraram uma escadaria que descia para outro lugar parcialmente coberto de escombros da parte do teto que havia cedido e encontraram marcas que indicavam que o wyvern estava escavando ali. Shing jogou uma tocha acesa por uma fissura e Landon usou sua magia para projetar seus sentidos para lá. Do outro lado ele encontrou a sequencia da escadaria que continuava descendo e acabava em um túnel largo e alto sustentado por estátuas de 5 m de altura de anões e dos corredores adjacentes podia escutar sons nada promissores de movimentação.
Na terceira encontraram uma sala de interrogatório e uma prisão com vários esqueletos de pessoas que um dia estiveram presos à correntes e quando saiam da sala dois desses se ergueram e os perseguiram para fora. Landon berrou pelos companheiros que estavam do lado de fora (no momento assando uma carne em uma fogueira que prepararam) que foram em direção a eles. Os magos combateram os demônios da fúria (os esqueletos) enquanto os avvar e Arsul iam até eles. O tal vashoth despencou pela escadaria ao tentar descer os escombros. Lá embaixo eles finalizaram sem dificuldade o esqueleto possuído que restava e então se dirigiram para o ultimo corredor.
Na quarta passagem encontraram um laboratório com uma biblioteca, de onde resgataram alguns poucos livros élficos não destruídos pelo tempo e um cajado em uma espécie de despensa, dentre vários outros destruídos.
Depois de terminarem a exploração Landon narrou para Arsul o que ele viu do outro lado do portal e decidiram destruir aquela passagem para o subterrâneo. Com a ajuda dos avvar Arsul passou cerca de um quarto de hora demolindo o quarto que finalmente cedeu sobre eles. Os bárbaros escaparam do desmoronamento mas Arsul tropeçou e só não foi completamente soterrado porque os dois o tiraram de lá.
Por fim com a passagem selada o melhor possível voltaram para a superfície levando consigo o espelho e se acomodaram ao redor da fogueira para uma refeição enquanto decidiam o que fazer em seguida. Os avvar, por fim, se despediram deles e seguiram seu longo caminho de volta para as montanhas.
(imagem bônus)



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