ESTRADA PARA A PERDIÇÃO : 20

CAPÍTULO 12 - PECADOS PRETÉRITOS - parte 1



9:30 Dia 5 do (primeiro) mês Marcha do Inverno. Depois de deixarem a loja de Volla eles foram para a Forja Ardente, loja e forja de um antigo conhecido de Abur, Jader, que os recebeu bem e onde todas fizeram compras com o objetivo de adquirir equipamentos próprios para encaixar as runas que encontraram na antiga ruína meses antes, bem como novas runas. Venderam suas armas e armaduras e encomendaram armaduras novas - já que o ferreiro precisaria tirar as medidas dos não anões e adaptar ao seu tamanho avantajado.

Depois disso Kimberly e Eldrwin voltaram para a hospedaria Barril Dourado de Bokur e sua esposa Beca. O elfo foi beber e Kimberly foi tomar um banho e, descobrindo que os anões possuem banheiras de água aquecida naturalmente, pediu uma garrafa de vinho e fez dali seu novo lar.

Em seguida foram à Assembleia com o intuito de discutir sobre o Flagelo, mas a encontraram fechada. Foram então na casa do Desir (membro da assembleia) Asdur, um dos representantes de casta, no caso da Casta do Comércio. Ele recebeu bem os ilustres visitantes e informou que para que os anões tomassem uma posição sobre o Flagelo seria necessário que primeiro um rei fosse coroado. E que faria perguntas sobre o tal Arquidemônio sobre o qual o grupo fazia perguntas. Depois dessa visita, com o grupo já cansado e confuso com a luminosidade constante que os fazem perder a noção de passagem do tempo, voltaram para a Barril Dourado onde Abur foi dormir enquanto Esth, Eldrwin e Hasz bebiam.


9:30 Dia 6 do (primeiro) mês Marcha do Inverno. No turno seguinte, considerando que no subterrâneo não há dia nem noite, mas turnos e horas medidas por relógios de fogo, Abur foi furtivamente para a casa/loja de Volla, levando bonecos de presente para sua filha Kéfera. Um representando cada um integrante de seu grupo.


Depois de uma breve conversa com a sua esposa eles deixaram a pequena Kéfera cuidando da loja e subiram para o quarto para tirar o atraso matar a saudade que cada um sentia de estar nos braços do outro. E ali eles passaram horas.

Enquanto isso o restante do grupo levantou e tomou seu dejejum. Kimberly voltou para banheira. Os dois elfos e o avvar beberam... foram cada um para uma banheira... voltaram para o salão onde pediram o almoço. Foi durante a refeição que Abur voltou, esfomeado e levemente mais pálido.

Depois do almoço seguiram Abur até a casa de Delan a quem faria uma "visita social", como Guardião Cinzento. Chegando na porta, que era guardada por dois soldados Eldrwin reconheceu um dos dois como seu torturador na cabana junto aos penedos e furioso já sacou seu arco, mas foi atordoado pelo machado elétrico de Hazs que em seguida o desarmou. Abur com alguma dificuldade conseguiu acalmar o amigo elfo e anunciou a visita ao mestre daquela casa. Depois de poucos minutos eles foram admitidos na casa.

Lá dentro se viram em um rico andar sem paredes, sustentados por pilastras e com diversos ambientes. No mais suntuoso, sentado sobre um trono, estava Delan, cercado de guarda-costas. O anão, ricamente vestido e ornamentado com joias e um farto bigode em formato de meia lua que se une às costeletas bem aparadas, se levantou para cumprimentar os visitantes e trocaram amenidades. Ele claramente se divertia com a situação. Abur anunciou a intenção dos Guardiões Cinzentos na cidade e seu anfitrião afirmou estar confiante de que assim que Bhelen Aeducan assumir seu lugar de direito no trono ele ajudaria os Guardiões.

Deixando essas assuntos de lado Delan começou a conduzir a conversa de forma que revelou seus interesses: de que Abur apresentasse o método de abrir a urna que ha tantos anos ele ansiava por abrir. E na mesma conversa revelou o passado de Abur e a invasão às terras avvar e o saque, o que deixou Hazs Sizs taciturno, porém calado. O Guardião anão percebeu dentre os guarda-costas de Delan seu filho Marduk. No restante da conversa Delan deu um prazo de três dias para Abur trazer a solução sob diversas ameaças veladas à vida do anão como ao bem estar de seus familiares, que fez com que todos no grupo passassem a compartilhar o ódio pelo Carta.

Abur então convocou seu filho Marduk com o Direito de Recrutamento e foi confrontado pelo filho que deixou claro que considera a atitude do pai lamentável, comparando inclusive o recrutamento obrigatório com escravidão. Enquanto isso Delan se divertia com comentários irônicos. Depois disso o grupo mais Marduk saíram da casa.

Abur e o filho discutiram e ficou bem claro o rancor do filho pelo pai, culpando-o por suas escolhas e pelo preço que sua família teve que pagar. Por fim Abur comprou algumas armas de madeira e os levou para a Cidade do Pó, território dos sem casta e sem valor de Orzammar. Esth se sentiu em um alienário de pedra. Lá Abur desafiou o filho a uma luta com tais armas de madeira e o filho liberou sua raiva sobre o pai, inutilmente, sendo nocauteado com alguns ataques do pai. Eldrwin cuidou de acordar o carrancudo jovem anão que o repeliu grosseiramente com insultos, pelos quais foi repreendido por Abur. Depois disso o grupo se dirigiu à Barril Dourado.


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