ESTRADA PARA A PERDIÇÃO : 19
CAPÍTULO 11 - REGRESSO A ORZAMMAR
Eldrwin foi torturado por horas durante aquela última noite pelos agentes do Carta que, como descobriu, estavam interessados em Abur. Apesar do brutal tratamento ele não disse nada aos anões e anã que, por isso, continuaram com o procedimento. Ele desmaiou várias vezes e foi trazido de volta apenas para sofrer mais uma vez com a tortura. Descobriu que um tal de Delan acreditava que Abur lhe devia algo e tinha urgência de encontrá-lo.
Depois de resgatá-lo o grupo permaneceu aquela tarde e noite na cabana em função da chuva torrencial que impossibilitava a viagem. Hazel, informaram ao elfo, havia sido capturado e preso em uma gaiola da qual escapou durante a madrugada. Como e para onde ninguém sabia. No meio do dia seguinte quando a chuva havia abrandado eles voltaram para o forte Stormhold onde mais uma vez permaneceram por causa da chuva. Ali eles descansaram, farrearam e se recompuseram. Eldrwin embebedou a elfa Fenra, que Esth havia resgatado da fazenda, e a levou para cama. Ela havia trazido para a cidade o filho da família dona da fazenda que eventualmente seria recuperada e com o tempo voltaria para seu poder, por herança. Enquanto ela e a pequena Tiffa teriam que encontrar meio de viver.
Passaram mais uma vez uma noite confortável enquanto suas roupas e equipamentos secavam ao calor da lareira em seus quartos. No dia seguinte, não tão cedo quanto gostariam por causa da inclemência da chuva, eles seguiram viagem (não sem antes Eldrwin deixar uma bolsa de dinheiro com Fenra e Esth escrever uma carta de recomendação para Hilda em Vanover).
O mês da colheita é época de muita chuva que antecede o inverno quando essa chuva se transforma em neve. E o progresso da viagem do grupo se tornou lento sendo que muitas vezes precisaram passar dias seguidos hospedados em alguma taverna por consequência da má condição do clima.
O grupo atravessou o Bannorn em 77 dias, ora ficando hospedado em tavernas ora em celeiros de fazendas quando a neve os impedia de prosseguir. Celebraram a virada do ano em uma taverna de uma vilarejo um dia depois das comemorações reais terem acontecido pois no momento certo estavam no meio da estrada. Em dois dias, depois de chegarem ao extremo leste do Bannorn, subiram a estrada nas montanhas para Orzammar.
9:30 Dia 5 do (primeiro) Mês, Marcha do Inverno. No caminho eles já podiam apreciar imensas estátuas anãs que eram prévias do que a cidade continha. Atravessaram uma enorme feira anã antes da entrada da cidade-estado. Atravessaram a feira e subiram a escadaria da imponente entrada de Orzammar, guarnecida por uma tropa de anões trajada de armadura completa. Abur conversou com um antigo conhecido, Tuomas, que ali era o líder da guarda e o informou de que ali todos eram Guardiões Cinzentos e tinham negócios a tratar. Descobriu também que o Rei Endrin Aeducan havia sido foi assassinado e o príncipe Bhelen e o Lorde Pyral Harrowmont, os dois mais prováveis candidatos ao trono, estavam desde então trocando acusações sem terem provas.
Atravessando os portões eles chegam em um enorme salão decorado por dezenas de estátuas de 4 m de altura reproduzindo anões importantes que, como Abur explicou, representavam os Paragons de seu povo: membros modelos e heróis por conquistas, batalhas vencidas ou invenções inovadoras que levaram glória à sua civilização. Atravessando o Hall dos Paragons eles chegaram em Orzammar, de fato, uma imponente e titânica estrutura que se estendia até onde os olhos alcançavam. E claustrofóbica também. Foram recebidos pelo anão Romar, também antigo conhecido, que patrulhava aquela entrada da cidade.
Abur os levou para o distrito do comércio onde eles gastaram um bom tempo observando tudo de novo que existia ali e eles fizeram compras e encomendas. Abur foi reconhecido por uma antiga amiga, Alla, que trabalhou em sua loja anos antes e eles conversaram brevemente obtendo assim o novo endereço de Volla na cidade, e não em DustTown, para sua surpresa. As andanças pelas ruas da cidade anã os levava para o alto e para baixo deixando o grupo desorientado e perdido pois mesmo cada rua sendo sinalizada, nenhum deles entendia as runas anãs. Em seguida foram para a taverna e hospedaria Barril Dourado, de um velho amigo, Bokur, que os recebeu bem e arranjou quartos para o grupo. Depois de sorver uma rodada de coragem líquida Abur saiu da Barril Dourado para a nova loja de Volla, com todo o grupo curioso a tiracolo.
Atravessaram alguns quarteirões, descendo um andar, passaram em frente ao bordel "Pepita de Ouro" e chegaram à fachada de uma pequena loja com uma placa de pedra que indicava "Volla". Abur paralisou na soleira da porta vendo uma pequena anã trabalhando na loja, certo de que era sua filha Kéfera que ele viu pela última vez quando ela tinha 2 anos. Ali ficou um tempo até Hasz impaciente empurrar o anão para dentro da loja. La dentro ele viu Volla de costas para ele atendendo um cliente, dentre vários e mais uma vez paralisou e ficou pálido e o grupo se esgueirou para dentro da loja chamando a atenção de todos para si. Quando Volla percebeu Abur - ao mesmo tempo que Eldrwin conversava com a jovenzinha anã e descobria que ela era filha do amigo - os dois ficaram sem palavras, vendo o outro como se fosse um fantasma. Em seguida ela o recebeu com um tapa no rosto - muito bem dado diga-se de passagem - e em seguida um abraço forte e demorado. Seguido por mais um tapa e mais um abraço com poucas e gaguejadas palavras entre os dois. Ambos começaram a chorar nos braços um do outro e Eldrwin que assistia também. Em seguida Volla foi apresentada ao grupo e Kéfera ao pai de quem sempre ouviu falar mas não conhecia.
Depois disso Volla deu um jeito de fechar a loja e convidar a todos para o segundo andar onde deixou o esposo a par do que aconteceu com eles. Marduck, agora com 22 anos não vivia mais com ela e era conhecido por beber bastante e arrumar confusão em tavernas. Bubar (17) se juntou à Legião dos Mortos para acabar com o Estigma sobre a família e recuperar a casta para a mãe e a irmã que puderam, finalmente/ abandonar o Pó. E Kéfera (7) aprendia com a mãe a função e ajudava a cuidar da loja. Depois dessa reunião Abur deu todo seu ouro, que juntou desde quando foi exilado, para a esposa e partiu com o grupo para a Barril de Ouro com a promessa de se verem novamente.

Comentários
Postar um comentário