ESTRADA PARA A PERDIÇÃO : 32
CAPÍTULO 15 : ESTRADA PARA A PERDIÇÃO - parte 2
9:30. Inverno. Atravessaram o lago em silêncio e quando chegaram na base da colossal torre, Paul os deixou para voltar para a hospedaria Princesa Mimada. Em frente à entrada haviam duas estátuas representando templários. Antes de ir os avisou sobre acender a pira em forma de uma enorme tocha na entrada para sinalizar que precisam do barco que ficaria do outro lado.
Adentrando a torre se viram em um amplo salão de pedra, com uma grande estátua de Andraste. O lugar era iluminado por uma luz mágica e intermitente. O salão estava apinhado de gente e dentre eles se destacavam dois que discutiam calorosamente. Esses era um templário, experiente, robusto e imponente, seu nome era Armand. O outro era Alistair, o guardião cinzento que andava com Duncan, ele estava envelhecido pela experiência, de cabelos e barba longos e trazia uma cicatriz no rosto.
O grupo interrompeu a discussão entre os dois homens. A Torre se encontrava dominada por demônios e abominações, muitos templários e magos foram mortos e o líder dos templários queria realizar o Rito de Anulação, que mataria qualquer coisa dentro da torre. Alistair, contente com a chegada do grupo, argumentou que as chances de salvarem os magos que possam estar vivos e serem inocentes era muito maior agora com sete guardiões cinzentos.
Por fim Armand anuiu e lhes deu até o amanhecer para resolver a situação e voltar caso contrário ele consideraria que o grupo falhou e realizaria o ritual. Ao grupo se juntaram um mago e um templário que desejavam ajudar seus "amigos" e jovens inocentes. Armand abriu a barreira que separava aquele andar do restante da torre e quando todos entraram, a refez.
Já no início do andar seguinte, que estava completamente no escuro não fosse pela tênue luz que Kimberln emitia magicamente, podiam ver sinais de batalhas e corpos de jovens magos mortos. As paredes estavam sujas com marcas de sangue e nos cantos escuros haviam desagradáveis acumulados de formas indistintas. O ambiente ao redor era opressor e tenebroso. Seguiram pelo extenso corredor circular, ignorando as portas fechadas que tinham dos dois lados do corredor, e olhando de soslaio as portas abertas que revelavam cenários de destruição e morte. O corredor seguia de forma circular em direção ao centro da construção. Quando eles estavam no meio do caminho, alcançaram um salão no qual, pelas paredes ao redor, haviam corpos de magos e templários, homens, mulheres e crianças, presos pela metade dentro das paredes. Ainda vivos, não completamente conscientes o que acontecia ao redor, gemiam sons gorgolejantes de dor e desespero. De repente, não mais do que de repente, uma misteriosa e translúcida figura encapuzada surgiu à frente em um salão e sussurrou palavras estranhas de um idioma desconhecido. Suas palavras, que acentuada o som das letras "s" de letras com sons similares, reverberou por todo o ambiente até que o grupo pôde escutar o estrondo de portas sendo abertas violentamente tanto no corredor atras quanto na frente e a entidade intangível desapareceu.
Vindo pelos corredores um grupo de demônios encobertos com capuzes negros e com faces esqueléticas onde seus olhos ardiam como brasas e abominações, magos que entregaram seus corpos para demônios e assim tiveram sua carne transformada, avançaram contra o grupo.
Os nove se entrincheiraram no centro do salão e se dividiram entre seus inimigos. Golpes de armas cortantes atravessavam corpos semi tangíveis, arrancando parte do tecido de sombras que eram os corpos das criaturas e feitiços rasgavam o ar em rajadas flamejantes ou brilhos elétricos. Uma tempestade de neve invocada por Kimberly se abateu sobre um grupo de abominações e o manteve inerte naquele lugar por tempo bastante para que o restante da batalha se desenvolvesse. Hazel se curava e aos amigos com sua magia, Abur, Alistair, Hasz, Esth e templário Franz combatiam com suas espadas, machados e escudos, Eldrwin com suas flechas (que acabaram tendo pouca eficácia naquele cenário de escuridão) enquanto o mago Mike e Kimberly atacavam com seus feitiços (e eventualmente com sua alabarda). A luta para os já desgastados guardiões, templário e mago foi dura e longa e quando a tempestade de neve finalmente acabou, magias inimigas passaram a atingir os guardiões. Por fim aquela batalha foi vencida e o mestre dos sussurros pronunciou mais uma vez suas palavras sinistras fazendo parte daquele horror desaparecer no Turvo. Esth tentou alcançar um jovem preso na parede que desesperado esticava suas mãos para o elfo, mas ele atravessou o guardião como se fosse um fantasma e por fim desapareceu. Para trás apenas as marcas de sangue, da batalha e de destruição.
Após pararem para respirar e cuidarem de suas feridas, o grupo prosseguiu. Esth seguiu em direção a uma porta de onde pensou ter escutado alguns sons suspeitos, e a arrombou. Quando a porta abriu, violentamente, acertou algo atrás e todos escutaram o som de susto e dor emitido. Uma jovem maga caiu para trás com seu nariz quebrado e sangrando aos borbotões. Lá dentro tinha um grupo de jovens magos aprendizes com idade entre 8 e 12 anos, guardados por um mais velho com seus 16, familiar para Kimberly. Ele a reconheceu, alegremente, e eles foram enviados para a saída.
Prosseguiram para o centro da torre onde ficava a escadaria pro andar seguinte. Já subindo as escadas podiam sentir o ar fétido ao redor vibrar como se estivesse vivo. Um ininterrupto recital das palavras profanas emitidas pela figura misteriosa fazia com que todos sentissem uma desconcertante vertigem. O que fazia que, naquela semi escuridão cuja única fonte de luz eram os cajados de Kimberly e do mago Mike que os acompanhava.
No corredor circular à cima, com os sussurros mais fortes e a vertigem um pouco maior - sintoma da sobreposição entre o mundo físico e o Turvo - seguiram em frente. Logo nos primeiros metros o corredor foi inundado por uma multidão de mortos vivos que pareciam não ter fim. Eles vinham da frente e à medida que avançavam, das portas e de trás.
Para combatentes tão experientes como eles, os desmortos não representavam desafio, mas eram tantos que aos poucos feriram. Em um momento Hazel tombou e precisou ser socorrido por Esth. Embora os desmortos muitas vezes fossem destruídos com um único ataque e que Hazel e Kimberly e o mago Mike destruíssem vários com seus feitiços de área, o avanço foi penoso e lento.
Depois de muito tempo e de muitos ferimentos o grupo chegou ao salão, que igual ao andar anterior, ficava no meio do caminho. Lá uma fraca luz iluminava um templário, cercado de desmortos vorazes que o atacava. O templário protegia um mago, servindo de obstáculos para as criaturas, e o mago por sua vez protegia um grupo de crianças que estava atrás dele, apavoradas.
9:30. Inverno. Atravessaram o lago em silêncio e quando chegaram na base da colossal torre, Paul os deixou para voltar para a hospedaria Princesa Mimada. Em frente à entrada haviam duas estátuas representando templários. Antes de ir os avisou sobre acender a pira em forma de uma enorme tocha na entrada para sinalizar que precisam do barco que ficaria do outro lado.
Adentrando a torre se viram em um amplo salão de pedra, com uma grande estátua de Andraste. O lugar era iluminado por uma luz mágica e intermitente. O salão estava apinhado de gente e dentre eles se destacavam dois que discutiam calorosamente. Esses era um templário, experiente, robusto e imponente, seu nome era Armand. O outro era Alistair, o guardião cinzento que andava com Duncan, ele estava envelhecido pela experiência, de cabelos e barba longos e trazia uma cicatriz no rosto.
O grupo interrompeu a discussão entre os dois homens. A Torre se encontrava dominada por demônios e abominações, muitos templários e magos foram mortos e o líder dos templários queria realizar o Rito de Anulação, que mataria qualquer coisa dentro da torre. Alistair, contente com a chegada do grupo, argumentou que as chances de salvarem os magos que possam estar vivos e serem inocentes era muito maior agora com sete guardiões cinzentos.
Por fim Armand anuiu e lhes deu até o amanhecer para resolver a situação e voltar caso contrário ele consideraria que o grupo falhou e realizaria o ritual. Ao grupo se juntaram um mago e um templário que desejavam ajudar seus "amigos" e jovens inocentes. Armand abriu a barreira que separava aquele andar do restante da torre e quando todos entraram, a refez.
Já no início do andar seguinte, que estava completamente no escuro não fosse pela tênue luz que Kimberln emitia magicamente, podiam ver sinais de batalhas e corpos de jovens magos mortos. As paredes estavam sujas com marcas de sangue e nos cantos escuros haviam desagradáveis acumulados de formas indistintas. O ambiente ao redor era opressor e tenebroso. Seguiram pelo extenso corredor circular, ignorando as portas fechadas que tinham dos dois lados do corredor, e olhando de soslaio as portas abertas que revelavam cenários de destruição e morte. O corredor seguia de forma circular em direção ao centro da construção. Quando eles estavam no meio do caminho, alcançaram um salão no qual, pelas paredes ao redor, haviam corpos de magos e templários, homens, mulheres e crianças, presos pela metade dentro das paredes. Ainda vivos, não completamente conscientes o que acontecia ao redor, gemiam sons gorgolejantes de dor e desespero. De repente, não mais do que de repente, uma misteriosa e translúcida figura encapuzada surgiu à frente em um salão e sussurrou palavras estranhas de um idioma desconhecido. Suas palavras, que acentuada o som das letras "s" de letras com sons similares, reverberou por todo o ambiente até que o grupo pôde escutar o estrondo de portas sendo abertas violentamente tanto no corredor atras quanto na frente e a entidade intangível desapareceu.
Vindo pelos corredores um grupo de demônios encobertos com capuzes negros e com faces esqueléticas onde seus olhos ardiam como brasas e abominações, magos que entregaram seus corpos para demônios e assim tiveram sua carne transformada, avançaram contra o grupo.
Os nove se entrincheiraram no centro do salão e se dividiram entre seus inimigos. Golpes de armas cortantes atravessavam corpos semi tangíveis, arrancando parte do tecido de sombras que eram os corpos das criaturas e feitiços rasgavam o ar em rajadas flamejantes ou brilhos elétricos. Uma tempestade de neve invocada por Kimberly se abateu sobre um grupo de abominações e o manteve inerte naquele lugar por tempo bastante para que o restante da batalha se desenvolvesse. Hazel se curava e aos amigos com sua magia, Abur, Alistair, Hasz, Esth e templário Franz combatiam com suas espadas, machados e escudos, Eldrwin com suas flechas (que acabaram tendo pouca eficácia naquele cenário de escuridão) enquanto o mago Mike e Kimberly atacavam com seus feitiços (e eventualmente com sua alabarda). A luta para os já desgastados guardiões, templário e mago foi dura e longa e quando a tempestade de neve finalmente acabou, magias inimigas passaram a atingir os guardiões. Por fim aquela batalha foi vencida e o mestre dos sussurros pronunciou mais uma vez suas palavras sinistras fazendo parte daquele horror desaparecer no Turvo. Esth tentou alcançar um jovem preso na parede que desesperado esticava suas mãos para o elfo, mas ele atravessou o guardião como se fosse um fantasma e por fim desapareceu. Para trás apenas as marcas de sangue, da batalha e de destruição.
Após pararem para respirar e cuidarem de suas feridas, o grupo prosseguiu. Esth seguiu em direção a uma porta de onde pensou ter escutado alguns sons suspeitos, e a arrombou. Quando a porta abriu, violentamente, acertou algo atrás e todos escutaram o som de susto e dor emitido. Uma jovem maga caiu para trás com seu nariz quebrado e sangrando aos borbotões. Lá dentro tinha um grupo de jovens magos aprendizes com idade entre 8 e 12 anos, guardados por um mais velho com seus 16, familiar para Kimberly. Ele a reconheceu, alegremente, e eles foram enviados para a saída.
Prosseguiram para o centro da torre onde ficava a escadaria pro andar seguinte. Já subindo as escadas podiam sentir o ar fétido ao redor vibrar como se estivesse vivo. Um ininterrupto recital das palavras profanas emitidas pela figura misteriosa fazia com que todos sentissem uma desconcertante vertigem. O que fazia que, naquela semi escuridão cuja única fonte de luz eram os cajados de Kimberly e do mago Mike que os acompanhava.
No corredor circular à cima, com os sussurros mais fortes e a vertigem um pouco maior - sintoma da sobreposição entre o mundo físico e o Turvo - seguiram em frente. Logo nos primeiros metros o corredor foi inundado por uma multidão de mortos vivos que pareciam não ter fim. Eles vinham da frente e à medida que avançavam, das portas e de trás.
Para combatentes tão experientes como eles, os desmortos não representavam desafio, mas eram tantos que aos poucos feriram. Em um momento Hazel tombou e precisou ser socorrido por Esth. Embora os desmortos muitas vezes fossem destruídos com um único ataque e que Hazel e Kimberly e o mago Mike destruíssem vários com seus feitiços de área, o avanço foi penoso e lento.
Depois de muito tempo e de muitos ferimentos o grupo chegou ao salão, que igual ao andar anterior, ficava no meio do caminho. Lá uma fraca luz iluminava um templário, cercado de desmortos vorazes que o atacava. O templário protegia um mago, servindo de obstáculos para as criaturas, e o mago por sua vez protegia um grupo de crianças que estava atrás dele, apavoradas.



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